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26/08 Categoria: Igreja Muriaé sediou a 1ª Feira Vocacional e o ENDICO, reunindo milhares de pessoas para celebrar as vocações religiosas
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Entre os dias 16 e 23 de agosto de 2026, Muriaé viveu uma semana marcada pela fé, pela missão e pelo encontro com diferentes formas de consagração a Deus. O Santuário Diocesano Nossa Senhora Aparecida acolheu a 1ª Feira Vocacional da Diocese de Leopoldina, realizada em sintonia com a Semana da Vida Religiosa Consagrada e inspirada pelo tema “Vida Consagrada: Sentinela de Esperança em Tempos de Travessia”.

A proposta foi aproximar a comunidade dos diferentes carismas presentes na Igreja e ajudar, especialmente os jovens, a conhecer melhor as diversas formas de viver a vocação cristã. A programação também ganhou um caráter missionário, com a presença de religiosos e religiosas em escolas, distritos e visitas a enfermos durante a semana.

O encerramento, no domingo, 23 de agosto, foi marcado por uma grande celebração da juventude e do serviço à Igreja. A Feira Vocacional aconteceu em conjunto com o ENDICO – Encontro Diocesano de Coroinhas e Acólitos, que reuniu mais de dois mil participantes, entre crianças, adolescentes e jovens de diversas paróquias da Diocese de Leopoldina.

Logo nas primeiras horas da manhã, os participantes do ENDICO realizaram uma caminhada do Mercado do Produtor até o Santuário Diocesano Nossa Senhora Aparecida, no bairro Porto. Depois, seguiram para o complexo do SESC Muriaé, onde foram realizadas parte das atividades da Feira Vocacional, com estandes das congregações religiosas, apresentações culturais e momentos de convivência.

Mais do que uma exposição de congregações e carismas, a Feira Vocacional procurou colocar a vocação em contato direto com a realidade das comunidades. Durante os primeiros dias, religiosos e religiosas participaram de visitas missionárias a escolas, distritos e enfermos da região de Muriaé.

A experiência também esteve presente no SESC, onde os participantes puderam conversar diretamente com os consagrados, conhecer suas histórias e descobrir um pouco mais sobre os diferentes carismas existentes na Igreja.

Entre os momentos culturais estiveram o lançamento da canção “Consagrar-me até a Alma”, de Antonio Cardoso, e o show vocacional de Robinho Coelho e Banda.

Para o reitor do Santuário Diocesano Nossa Senhora Aparecida e idealizador e coordenador geral da feira, padre Jair Benedito, CR, receber congregações de diferentes regiões do país foi uma oportunidade de fortalecer a comunhão entre a Igreja particular de Leopoldina e a vida religiosa consagrada.

“É muito importante para nós, religiosos e religiosas, estar vivendo esse momento”, destacou o sacerdote, ao recordar também as ações missionárias realizadas durante a semana. Padre Jair chamou atenção ainda para a presença dos seminaristas da Diocese de Leopoldina, que participaram da programação. Para ele, a convivência entre os jovens em formação para o sacerdócio e os consagrados ajuda a fortalecer a esperança no futuro da Igreja.

Durante um encontro com consagrados e seminaristas, o bispo de Leopoldina, dom Edson Oriolo, retomou elementos da espiritualidade missionária apresentada pela Conferência de Aparecida. Segundo o bispo, a experiência vocacional começa na intimidade com Cristo e se concretiza no serviço e na missão.

“A Conferência de Aparecida trouxe duas coisas importantes para nós: a dinâmica do discípulo. O que é ser discípulo? É estar com Jesus, permanecer com Jesus, viver com o próprio Cristo”, explicou. O bispo de Leopoldina também destacou a dimensão missionária da vocação e apresentou três palavras como síntese desse caminho: mística, serviço e missão.

“Essa sementinha que a gente está lançando, isso é de Deus. Se vai produzir frutos, que bom; se não produzir também, é de Deus. A gente tem que entender essa dinâmica”, afirmou.

A reflexão ajudou a traduzir o sentido da Feira: mais do que apresentar instituições, o objetivo era lançar sementes e criar oportunidades para que cada pessoa pudesse se perguntar sobre o chamado de Deus para sua própria vida.

Entre os religiosos que participaram da Feira esteve a Irmã Consolação, das Filhas de Jesus, que veio de Belo Horizonte. Para ela, o encontro foi uma oportunidade de renovação para os próprios consagrados. “Foi um momento revigorante para todas as congregações que aceitaram essa proposta e esse convite”, afirmou. A religiosa também manifestou o desejo de que a experiência produza frutos vocacionais para a Igreja.

O religioso camiliano André Cristian, também residente em Belo Horizonte e natural de Fortaleza (CE), participou pela primeira vez de uma feira vocacional como consagrado. Ele apresentou aos jovens o carisma da Ordem dos Ministros dos Enfermos, fundada por São Camilo de Lellis.

“São Camilo nos traz e nos diz: ‘Cuidemos dos doentes como uma mãe cuida de seu filho doente’”, explicou. Para André, estar na Feira foi uma oportunidade de partilhar a própria experiência vocacional e fazer aos jovens um convite simples: “Vinde e vede, faça a experiência!”

A Feira também proporcionou aos seminaristas da Diocese de Leopoldina uma oportunidade de conhecer de perto diferentes expressões da vida consagrada. O seminarista Davi, do terceiro ano de Teologia do Seminário Nossa Senhora de Guadalupe, destacou a diversidade de carismas encontrados durante o evento.

“Conhecemos um pouco mais essa realidade tão bonita e tão diversa da nossa Igreja Católica”, afirmou. Segundo ele, a experiência ajudou não apenas na formação dos seminaristas, mas também na possibilidade de apresentar aos jovens novas formas de viver a vocação cristã.

Com a realização do ENDICO no mesmo dia, essa experiência alcançou um público ainda maior, formado principalmente por crianças, adolescentes e jovens.

A presença dos coroinhas e acólitos deu um tom especial ao encerramento da Feira. Para muitos deles, foi o primeiro contato mais próximo com religiosas, religiosos e diferentes congregações.

Lívia, coordenadora dos coroinhas da Comunidade São Vicente de Paulo, vinculada à Matriz São Paulo, acompanhou a participação das crianças no ENDICO e percebeu o interesse despertado pelos estandes. “Eles estão completamente encantados! E com isso está despertando, quem sabe, muitas e muitas vocações”, relatou.

O depoimento traduz um dos principais objetivos da iniciativa: permitir que crianças e jovens percebam que a vocação pode ser descoberta de diferentes maneiras e que a Igreja oferece diversos caminhos de serviço, oração e missão.

Cobertura ao vivo

A Pastoral da Comunicação (PASCOM) acompanhou a programação e levou para dentro da Feira uma estrutura de comunicação que permitiu ampliar o alcance do encontro.

No próprio SESC Muriaé, a equipe montou um estúdio de podcast para a realização de entrevistas com religiosos, religiosas, seminaristas e lideranças da Diocese de Leopoldina. Os conteúdos foram transmitidos pelas redes sociais, permitindo que pessoas que não estavam presentes acompanhassem parte da experiência.

Conduzidas pelo padre Agnaldo Agnaldo dos Reis Ferraz, as entrevistas ajudaram a dar voz aos diferentes carismas presentes no evento e também contribuíram para registrar a memória da primeira edição da Feira Vocacional.

Ao reunir consagrados de diferentes congregações, seminaristas, coroinhas, acólitos, famílias e comunidades, a 1ª Feira Vocacional da Diocese de Leopoldina deixou como principal marca a experiência do encontro.

Em uma semana de missão, oração, cultura e convivência, Muriaé tornou-se espaço de aproximação entre diferentes vocações e carismas da Igreja. O encerramento, com a participação de 2.060 coroinhas e acólitos no ENDICO, deu ainda mais força à iniciativa.

Mais do que apresentar congregações ou falar sobre vocação, a Feira procurou criar condições para que uma pergunta pudesse nascer no coração dos participantes: “Senhor, o que queres de mim?”

A resposta, como lembrou dom Edson, pertence a Deus. À Igreja cabe continuar lançando as sementes, acompanhando os jovens e criando espaços para que cada vocação possa ser discernida, acolhida e colocada a serviço da missão.

Diocese de Leopoldina

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